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Blog de Geraldo Anizio Caicó


Januário

 

Januário era um cara bem parecido

Seu corpo torneado de fazer ginástica

Tinha o quociente de inteligência abaixo da média

Nem mesmo entendia nada de gramática.

Mantinha fama de bravo com todos os garotos

Os braços de Januário eram dessa grossura;

Andava todo inchado ao lado das meninas

O tórax era uma parede de musculatura.

A quem houvesse ao menos discordá-lo

Dissesse alguma coisa contra opinião

Atirava carteira, soqueava o vento ,

Depois saía inchado sem olhar pro chão.

Usava brinco barato de bijuterias

Jeito de homem sério cumpridor de sina

Beijava todas as garotas da minha escola

Mas nunca namorou sequer  uma menina.

Ao certo ninguém sabia quem era Januário

Nem Paulo seu maior amigo da escola;

Pois era ele sim, quem salvava a pele

Nas colas de matemática no dia da prova.

Os braços de Januário chamavam atenção

Até seu jeito grosseiro sem ter compostura

Suas mãos pareciam como de princesa

Um cara que tinha quase dois metros de altura.

Passava o tempo todo mascando chiclete,

Fazia até bolinhas sem ninguém notar;

As meninas admiravam à sua caligrafia

O avesso disso tudo era querer amar.

 

 

 

 



Escrito por geraldoanizio às 23h13
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                              Minha Poesia

                                   Geraldo Anízio

 

Apresento aqui minha poesia

Escrita sobre as notas dessa lira

O doce que lambusa os meus versos

É tão doce como o mel da jandaíra.

Eu escuto o canto das seriemas

Nos mofumbos, plantados nos estradais

E os meninos correndo atrás  da lua

Na divisa da parede dos quintais.

Cada palavra é um estrondo murmurante

Sacudindo a poeira do meu sertão;

E as folhas cobrem a terra tão queimada

Se ardendo feito gente pelo chão.

Vem boi bonito ruminar a baba santa,

Que semeia a luz dos castiçais

E, na cacimba vejo a clara água benta

Lavando as almas das eternas catedrais.

O meu verso, é simples e, complacente;

Como a flor brotada no cumaru

Sinto a lágrima correr pela madeira

Quando bate o machado no mulungu.

Vem me encher musa libérrima

Dos marmeleiros nas asas da juriti;

Se não vês, porque estou ao sol ardente

O mesmo sol que nasceu meu Sabugi.

Traz-me o tinido acústico do lajedo

No rebento do poeta iluminado;

A asa branca não resmunga meu olhar

Vendo a secura do pereiro torrificado.

Quem me dera eu ficar a vida inteira!

No galope do meu verso cadenciado

Eu só trago a vontade que é eterna

De ficar pra sempre junto ao teu lado.

 

 

 

 

 



Escrito por geraldoanizio às 21h59
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Feira de  Caicó

 

                Geraldo Anízio

 

Farinha seca é feita de mandioca

Beiju assado, pamonha de milho verde.

Canga e cangalha, cantareira de umburana

Ferro de brasa, tipóia e cordão de rede.

 

Jibão de couro, dobradiça de porteira,

Chapéu de  palha, cocorote e brilhantina.

Sela e chicote, arataca e candeeiro,

Mel de abelha e pavio de lamparina.

 

Além do peixe, a melhor carne de sol,

Feijão macaca, cebola e trança de alho.

Arroz da terra e rapadura de primeira

Batata doce, manteiga e queijo de coalho.

 

De tudo tem pra gente ver na feira livre

Colher de pau, valentão, pua e quichó.

Se duvidar tem até moça bonita

Que é o produto mais bonito de Caicó.

 



Escrito por geraldoanizio às 17h36
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     A música Pindorama, é uma letra baseada na literatura de cordel. Se prestarmos atenção, veremos que os versos têm essa semelhança e que a música também não deixa a desejar. Para entendermos a canção, teremos que conhecer um pouco da nossa história. É uma letra para se ouvir  e apreciar as preciosidades da nossa literatura, da música popular e sobre tudo,  dos nossos vultos consagrados pela história brasileira. Eu faço música a minha maneira. Como já disse, não sou muito romântico, apenas escrevo da forma como aprendi e vi as coisas nas suas realidades.

           Geraldo Anízio



Escrito por geraldoanizio às 18h49
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Pindorama

          Geraldo Anízio

 

Eu sou Juca Pirama

Sou Machado de Assis

Eu sou Monteiro Lobato

Sou também Leila Diniz

Sou o Cristo Redentor

Todo mês sou fevereiro

Sou o carnaval do povo

Sou o povo brasileiro

Eu sou as águas de março

Do maestro Tom Jobim

Sou a sofona de Gonzaga

Sou Jacob do Bandolim

Sou as velas do Mucuripe

Sou Antônio Conselheiro

Sou as mãos do operário

Sou o povo brasileiro

Sou a canção popular

Sou Nelson do Cavaquinho

Sou as cordas da viola

Do rincão sou cancioneiro

Sou as telas de Portinari

Sou o povo brasileiro

Sou a praça Castro Alves

Da Lei Áurea sou a pena

Sou Vinicius de Morais

Em Garota de Ipanema

Sou Natal de Mascarenhas

Sou maior cajueiro

Sou as mãos de Aleijadinho

Sou o povo brasileiro

Eu sou Câmara Cascudo

Folclorista potiguar

Sou saci, sou curupira

Da cultura popular

Sou devoto de Padre Cícero

Sou a crença do romeiro

Sou Lampião Virgulino

Sou o povo brasileiro

Sou as canções de Roberto

Seu estilo de cantar

Sou a poesia concreta

Do poeta Ferreira Gullar

Sou a cadência do samba

Sou o couro do pandeiro

Sou Rosa de Pixinguinha

Sou o povo brasileiro

Sou os versos de Bilac

Na cultura desta rima

Sou mesmo Mário de Andrade

Sou também Macunaíma

Eu sou Gregório de Matos

Sou o Barroco mineiro

Sou Jesus crucificado

Sou o povo brasileiro

Sou o punho de Éder Jofre

Eu sou o Maracanã

Sou também Nelson Rodrigues

Sou Assis chateaubriand

Eu sou tudo isso junto

Sou o perfil verdadeiro

Com muita brasilidade

Sou o povo brasileiro

Eu sou Dorival Caymi

Sou o cruzeiro do sul

Sou frevo de Recife

Sou também maracatu

Eu sou Jorge Amado

Sou baiano de primeiro

Sou a prosa literária

Sou o povo brasileiro

Sou Brasil de ponta-a-ponta

Do chui ao Iapoque

Sou a serra da canastra

Sou o cabo de São Roque

Sou o rio São Francisco

Velho Chico companheiro

Sou a carranca do barco

Sou o povo brasileiro

Eu sou a rosa dos ventos

Norte, sul, leste e oeste

Sou de qualquer dessas partes

Sou a cara do nordeste

Sou um pedaço de tudo

Cada povo sou inteiro

O meu sangue é Pindorama

Sou o povo brasileiro.

 



Escrito por geraldoanizio às 17h45
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Olá pra todo mundo que visita meu Blog. Tenho estado ausente por alguns dias, razão de eu estar me mudando da cidade de Gov. Jorge Teixeira R0, para Pimenta Bueno também em Rondônia. Só que eu não estou nem com telefone e nem internet. Isso tem me deixado louco. Como se eu estivesse devendo algo muito importante para vocês. Logo,logo, estarei voltando com muitas novidades. Escrevi uma nova música e há outras coisas a serem apresentadas. Um beijo pra todos vocês que me dão atenção. Até breve.

Escrito por geraldoanizio às 20h18
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            VIDA  BOA

              Letra:   Geraldo  Anízio

   

Vida boa

É de quem não se preocupa

Vida boa

É viver sem fazer nada

Vida boa

Vida boa é dos outros

Vida boa

É a dos meus camaradas.

 

Vida boa

É quem não pensa na vida

Vida boa

É de quem mora em palácio

Vida boa

É de quem vive num céu

Vida boa

É quem leva a vida fácil.

 

Vida boa

É viver da boemia

Vida boa

É ganhar sem fazer nada

Vida boa

É ter tudo nas mãos

Vida boa

É da rapaziada.

 

Vida boa

É falar da vida alheia

Vida boa

É de quem vive numa boa

Vida boa

É a vida do vizinho

Vida boa

É de quem leva a vida à toa.



Escrito por geraldoanizio às 11h53
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      Navegar

              Geraldo Anízio

 

Me ensine o caminho do rio

Onde eu posso aprender a pescar

Me mostre o brilho das estrelas

Qual delas eu devo alcançar

 

Me ensine a encontrar o amor

Que vive no fundo do mar

Mas antes revele o segredo

De eu saber como navegar

 

Eu quero abraçar o teu corpo

Pra dizer o quanto posso amar

Me mostre a luz dos teus olhos

Por qual janela eu posso entrar

 

Eu preciso viver esse amor

E poder sentir teu mergulhar

Eu só quero mostrar pra você

Que eu vivo só pra te amar.



Escrito por geraldoanizio às 22h11
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REPENTE  ALOPRADO

                      

                                            Geraldo Anízio

 

Quero ver as águas de março

Banharem as terras do Bom-fim

Eu quero ouvir Villa-Lobos

Tocando com Tom Jobim

Eu quero ver Rita Lee

Na banda de Chico Buarque

Eu quero Gilberto Gil

Tocando “Domingo no Parque”.

             

Quero ver Luiz Gonzaga

Cantando o seu “Juazeiro”

Eu quero ver Padre Cícero

Porque também sou romeiro

Eu vejo raças e crenças

Índio, negro e mameluco.

Eu quero ver Frei Caneca

Nas terras do Pernambuco.             

                                

Eu quero ver Os Canudos

Do Beato Antônio Conselheiro

Eu quero ver Carlos Drummond

Não dizer que é mineiro

Eu quero ver cabra brabo

Não respeitar Antônio Silvino

Eu quero ver Lampião

Não se chamar Virgulino.

                         

Eu quero ver Jararaca

Deixar de ser cangaceiro

Quero ver Gonçalves Dias

Não dizer que é  brasileiro

Eu quero ver Zé Limeira

Não gostar de redondilha

Eu quero ver Paulo Freire

Rasgar a sua cartilha.

                            

Eu quero ver Amazônia

Riacho e igarapés

Quero ver  Padre Anchieta

Confessando os Caetés

Quero ver o São Francisco

Alimentando o Nordeste

Eu quero ver sertanejo

Não ser um cabra da peste

               

Quero ver Santos Dumont

Decolar no 14 Bis

Eu quero ver Glauber Rocha

Mutantes e Leila Diniz

Quero Osvaldo Montenegro

Interpretando “Agonia”

Eu quero é ver Caetano

Não visitar à  Bahia.

                        

Eu quero ver Raul Seixas

Cantando o Seu Rock-roll

Eu quero pro  sertão

Pra comer carne- de –sol

Eu quero ver Noel Rosa

Na aquarela brasileira

Eu quero é ver Caipora

Pastorar nossa madeira.

                          

Eu quero ver Chico Mendes

Zelando a nossa floresta

Não quero ver as queimadas

Do pouco que ainda resta

Eu quero ver Curupira

Pescando Pirarucu

Eu quero o Nordeste inteiro

Dançando Maracatu.

 (...)             

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por geraldoanizio às 22h39
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Ô de casa?

 

        Estou de pé para aplaudir a todos que espontaneamente visitaram meu Blog, no decorrer de dezembro de 2006, a dezembro de 2007. Exatamente um ano de fundação, em que eu, Geórgia e Lorena, minhas filhas, idealizamos em Natal/RN, uma página eletrônica cujo objetivo era expor as minhas sertanejidades: letras de músicas, poemas, repentes, cordéis, assuntos literários, termologias do sertão e tantas outras que me viessem  à cabeça.

       Foram mais de duas mil quinhentas e oitenta visitas até esta data.Comentários inteligentes, ousados, e, outros mais sábios, sempre com tônicas culturais e respeitosos. Demais! Gente que tem a mesma pulsação do meu cordial mediastino. Nos conhecemos aqui; numa troca recíproca de poeticidade e verossimilhança divinal. Eita mundo de Deus tão pequeno! O Brasil ficou  bem pichototinho; coube inteirinho no coração. Fiquei de portas abertas para receber a quem pudesse pôr os pés no meu batente. Sabe, linkaram meu Blog, eu os linkei também, uma brincadeira tecnológica cultural, onde rendeu sólidas amizades. Acredito na internet! Termino o ano de 2007 de peito lavado. Agora, isso foi só o começo; o difícil, é daqui pra frente. Tenho atenção por todos vocês. Estou com um sono danado, mas quero terminar curvando minha cabeça, como fazem os artistas, e batendo palmas a todos os blogueiros e irmãos na mesma temática. Aplausos! Até amanhã!            



Escrito por geraldoanizio às 01h16
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Galopante

 

Ouvi o canto da nambu ecoar na terra

Taquari no pé da serra nasce como gente nu.

Soltei meu verso no galope dessa rima

Pra subir de serra acima

E descansar no mulungu.

De cima da serra avistei minha cidade

Cheia de felicidade como a flor do matury.

Sai correndo pela chã da ribanceira

Pra ver se dessa carreira eu visitava o Sabugi.

Bebi na literatura na fonte da travessia

Tomei sangue de poeta pra regar minha poesia.

Afinei minha viola pelo canto do sabiá

Pra poder assim cantar tudo que aprendi aqui

Ó mãe eu vou pra lá, Ó mãe me deixa ir,

Ó mãe eu morar em São João do Sabugi.

Ó mãe, oh! Que saudade, daqui eu tenho dó.

Ó mãe eu volto logo pro sertão de Caicó.

Ouvi cantar a seriema no serrado da caatinga

Bebi água da cacimba onde canta a juriti.

Sai por dentro sem perder de tino a veia

Andei mais de légua e meia pra chegar no Sabugi.

Asa branca cantou no ramo da catingueira

Choveu lá na cabeceira, trovejou do lado sul.

Ouvi o ronco do trovão preparou-se a natureza

Foi um sinal de beleza da flor do mandacaru.

Bem-te-vi cantou alegre quando me viu na estrada

Já bem perto da chegada jaçanã cantou também.

Fui recebido entre cantos e sonatas

Nos juremás dessas matas da terra que eu quero bem.

Sabiá na oiticica não cantou fora de hora

Eu puxei minha viola no refrão eu respondi.

Estou chegando eu sou filho dessa terra

Que fica no pé da serra de São João do Sabugi.

 

 

 

 



Escrito por geraldoanizio às 18h49
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O  AMOR  E  A  MÚSICA

                       

                          Letra e Música: Geraldo Anízio

 

 

ESTÁS COM SAUDADES EU SEI

SE QUERES MEUS BEIJOS EU DOU

JÁ FAZ MUITO TEMPO EU SEI

SE QUISERES  ME VER EU VOU.

 

ME ESPERE AMANHÃ  EU SONHEI...

ME AGUARDES AINDA EU SOU...

NÃO VEJO A HORA QUE EU IREI

CONSERTAR ESTE NOSSO AMOR.

 

EU NÃO ACREDITO

QUE ISSO POSSA ROLAR

A SEMENTE NA TERRA

ELA TEM QUE BROTAR

O AMOR E A MÚSICA

NÃO PODE ESPERAR

ME ESPERE QUE EU VOU CHEGAR.



Escrito por geraldoanizio às 17h14
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            Reclame de viola  I

 

O poeta morre e não deixa herança

O saber é a maior riqueza que provém

Ao morrer não transmite pra ninguém

O conhecimento abstraído do ser humano

Se repassasse assim seria desumano

Alguém ficar com a cultura de Rui Barbosa

Ninguém rouba o perfume de uma rosa

Nem a eloqüência de um grande orador

Nem a flecha do cupido do amor

Nem a voz do cantor lírico Pavarotti

Nem a experiência do artista Mazzaropi

Ninguém carrega a esperteza de Lampião

Nem a voz suave da musa Nara Leão

Ninguém imita o apóstolo Paulo de Tasso

Nem as idéias do pintor Pablo Picasso

Ninguém acaba a erupção de um vulcão

É impossível herdar a força de Sansão

Nem o sorriso tão singelo de Gioconda

Nem a poética de Chico Buarque de Holanda

Só Jesus Cristo dá de graça a salvação.



Escrito por geraldoanizio às 13h13
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            Reclame de viola  II

 

Quem nasce poeta morre sempre poeta

Se levar a sério seu divino talento

O cosmo no contraste firmamento

Ignora a riqueza que  tanto possui

Confirmo verbalmente nunca fui

Um poeta que tem medo da verdade

A poesia de Oswaldo de Andrade

Castro Alves poeta da escravatura

Enfrentaram os dragões na ruptura

Tal qual fez o exímio Dom Quixote

Jesus Cristo expulsou com um chicote

Do templo os corruptos das inverdades

Uma viola não contém duas metades

Ao cantador pertence a sua paixão

Mossoró não se curvou a Lampião

Nem Lampião se curvou aos coronéis

Os palácios respeitavam os menestréis

Nos recitais requintados de improviso

Os pecadores temem o dia de juízo

E a solidão vive presa nos quartéis.

Escrito por geraldoanizio às 13h10
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           Kospephone

                             Geraldo Anízio

 

          Ele só gosta das coisas americanas

          Chama de burros os mulatos do sertão

          Nunca pagou o imposto de renda

          Inda se diz um respeitado cidadão

          Discrimina pobre, índio e nordestino

          Mora em Brasília com o dinheiro do povão

          Diz que o Brasil só tem analfabeto

          Que é frescura investir na educação

          Bate no peito e diz que é brasileiro

          Não respeita a cultura nacional

          Passa as férias nas praias de Miami

          Que jacaré é quem gosta de pantanal

          Diz que a Amazônia pertence aos States

          Que o Brasil não tem corrupção

          É papa-verba, picareta e demagogo.

          É puxa-saco do primeiro escalão.

          Fala que o povo tem pouca memória

          É representante legal do cidadão

          Fica distante do eleitor por quatro anos

          Só aparece no tempo da eleição.

          Dá camiseta, faz promessa e dá tapinha

          Pega e escapole ninguém vê mais o fujão.

          É papa-verba, picareta e demagogo

          É puxa-saco de primeiro escalão. (bis)

 

                

 



Escrito por geraldoanizio às 23h58
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